As mulheres no agronegócio já são uma realidade constante. Elas conquistam cada vez mais espaço nesse segmento de mercado, ocupando posições de destaque e se sobressaindo devido à competência para lidar com as questões do meio rural.

Uma pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), entrevistou 301 mulheres que atuam na área, revelando que 60% delas têm curso superior e 88% das participantes são financeiramente independentes.

No entanto, apesar dos grandes avanços com relação à abertura no mercado de trabalho, elas ainda enfrentam grandes desafios em um segmento altamente dominado por homens que impõem obstáculos econômicos e até sociais.

Quer saber quais são os principais desafios das mulheres no agronegócio? Então confira este artigo que eu preparei para você!

1.   Preconceito e machismo

O machismo estruturado é um dos principais desafios encontrados pelas mulheres no agronegócio. Isso ocorre principalmente porque as mulheres ainda são minoria nesse segmento, apesar dos avanços do mercado de trabalho e do aumento de mulheres que empreendem no campo.

Para sair de situações constrangedoras, a maioria delas ignora as provocações, colocando o lado profissional acima de questões culturais enraizadas.

Para ajudar as mulheres a vencerem o machismo no campo, existem iniciativas do governo Federal, como o realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que facilita o acesso a projetos rurais para as profissionais, além de contribuir para que suas organizações se tornem mais produtivas por meio de acesso a documentações e incentivos fiscais.

2.   Remuneração menor que a dos homens

As mulheres no agronegócio enfrentam um desafio comum ao gênero independentemente da profissão: a diferença salarial. Uma pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontou que o salário das mulheres no campo é, em média, 27% inferior ao dos homens que atuam no mesmo setor.

Em contrapartida, a renda dessas trabalhadoras no agronegócio aumentou 57% entre 2004 e 2015 de acordo com a mesma pesquisa. Esse crescimento se deve ao fato de que elas aumentam a cada ano o seu nível de escolaridade, ocupando cada vez mais posições estratégicas no campo.

3. Desvalorização

Mesmo diante de tantos avanços sociais e tecnológicos no campo, o trabalho da mulher ainda é desvalorizado devido a uma cultura que privilegia a força masculina em detrimento da capacidade feminina.

Muito desse fato se deve a uma questão cultural, visto que o trabalho no campo ainda é associado a uma atividade árdua e existe a ideia de que a mulher contribuiria menos com a sua força de trabalho.

Felizmente, esse cenário tem mudado aos poucos, principalmente com a modernização do campo e com a chegada das novas gerações ao mercado de trabalho.

Assim, as mulheres no agronegócio seguem mostrando a sua competência, levando resultados efetivos para as suas áreas de atuação. Seja no campo ou na cidade, as mulheres cada vez mais ocupam posições inimagináveis no passado, construindo um caminho de crescimento para elas e também para as próximas gerações.

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