Diante de uma concorrência cada vez maior e de consumidores mais exigentes, o universo empresarial tem exigido, também, de seus profissionais. Com isso, a competitividade no trabalho vem ganhando força: os resultados positivos aparecem, mas as pessoas podem estar tendo de viver em ambientes tóxicos, que não as fazem bem. Afinal, somos apenas seres humanos.

Você se sente tendo de enfrentar essa competitividade excessiva? Sabe lidar com ela? Tenho algumas dicas que podem ajudar. Veja só!

Como a competitividade no trabalho acontece?

Geralmente, essa competitividade vem de dois lados distintos. Por um lado, a própria cultura corporativa pode vir a estimular uma competição entre os seus colaboradores. Na busca por resultados cada vez melhores, a empresa incita esse sentimento sem perceber o quão prejudicial ele é para a equipe e — consequentemente — para o próprio negócio.

Por outro lado, existem profissionais que trazem essa competitividade mais exacerbada nas veias, criando um clima de competição e hostilidade entre ele e os demais colegas. Alguns entram no jogo, mas outros podem se sentir mal e ter a sua própria eficiência prejudicada.

Até onde essa competitividade é saudável?

A competitividade no trabalho pode ser positiva se conseguir encontrar um equilíbrio entre o próprio desejo de evolução dos funcionários com os objetivos a serem alcançados. Ou seja, se ela agir como um “empurrãozinho” bem-vindo pelos colaboradores, ela pode ter consequências saudáveis.

Mas é preciso estar sempre atento, pois a linha que separa essa motivação de um ambiente tóxico é tênue.

Como identificar ambientes tóxicos?

E que ambientes tóxicos seriam esses? Locais em que são frequentes as intrigas entre os colaboradores, a falta de ética, o fim do trabalho em equipe produtivo e a paz.

Esses espaços fortalecem apenas atitudes como a falta de ética e o individualismo: é comum encontrarmos membros da equipe colocando a culpa por um erro em seu colega e, até mesmo, armações para prejudicar um colaborador para que o outro seja beneficiado — com uma promoção, um bônus ou o reconhecimento dos gestores.

Como lidar com um alto grau de competitividade?

Se, por algum motivo, essa competitividade já está enraizada em seu ambiente de trabalho, existem algumas ações que são capazes de reverter esse quadro. Posso sugerir atitudes como:

  • reconheça os esforços dos colaboradores de forma coletiva e individual — para tanto, é preciso estar atento ao desempenho de cada um, separadamente, percebendo se há alguém prejudicando o colega ou sendo prejudicado;
  • realize dinâmicas em grupo — às vezes, um pequeno desentendimento foi o estopim de uma postura competitiva entre dois ou mais colegas. Por isso, é válido ter momentos de interação entre a equipe, dinâmicas e, até mesmo, uma abertura para conversas e resolução de problemas;
  • valorize as diferenças — e incentive a equipe a fazer o mesmo. Somos únicos e cada profissional tem algo diferente para acrescentar. Se todos estão ali é porque foram reconhecidos como importantes para a empresa e devem ser tratados como tal, por todos os componentes desse time.

A competitividade no trabalho, quando não administrada ou percebida, pode trazer grandes prejuízos à organização, e não apenas financeiros. Pessoas talentosas podem se sentir desmotivadas e perder a sua força ou, até mesmo, trabalhar em outros lugares. Vale a pena prestar atenção.

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